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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

EWE OLOGBORÓ

ewe Olugboró
Nome cientifico: Cassia rotundifolia.
Orisa: Esu
Elemento: Fogo / gon
Erva-de-coração (Fedegoso, Pasto-rasteiro)
Chamaecrista rotundifolia (Cassia rotundifolia)
Espécie herbácea perene que se desenvolve nas regiões Centro-Oeste e Nordeste do País, vegetando em áreas ocupadas por lavouras, pastagens e áreas destinadas à fruticultura, especialmente as do polo de fruticultura irrigada.
Apresenta caule prostrado amplamente ramificado, ramos novos robustos, cilíndricos e revestidos por pilosidade branca. Folhas alternadas providas de pecíolo muito curto, acompanhado por grandes estípulas lanceoladas. Limbo composto por 2 folíolos obovalados de base assimétrica, ápice emarginado, ceríceo e de margens inteiras. Flores isoladas ou em número de 2, localizadas nas axilas das últimas folhas, providas de longo pedúnculo pubescente, cálice com 5 sépalas livres amareladas, corola vistosa, amarelo-ouro, assimétrica e com 5 pétalas livres, androceu com estames perfeitos associados a estaminoides, ambos com anteras amarelas e manchas avermelhadas, gineceu unicarpelar com ovário longo. Fruto do tipo legume. Propagação por meio de sementes.
Plantas herbáceas a subarbustos, perenes, prostrados, às vezes com os ápices levemente ascendentes, radial e densamente ramificados desde a base, raiz axial lenhosa, ramos decumbentes a ascendentes. Ocorre desde o Ceará até o Rio Grande do Sul, em campos e beiras de estradas, em solos arenosos ou pedregosos. Possui forragem macia e bem aceita, porém no Sul do Brasil a espécie foi recusada pelo gado e suas tentativas de cultivo fracassaram. É considerada uma planta invasora, porém não infestante quando serve de alimento para o gado em pastagens.


quarta-feira, 16 de outubro de 2019

EWE OWÉ IDE / CAFÉ

CAFÉ
Nome Yoruba: Ewe Owé ide
Nome Científico – Coffea arabica L.
Sinônimos – Cafeeiro, Cafeiro
Classificação – Morna ou Equilibradora
Função – Fortalecer, Manter, Começar, Originar, Despontar
Orixás – Ossayin
Cor Energética – Verde escuro, Azul escuro
INDICAÇÕES – Suas folhas em banhos e defumações trazem equilíbrio ao campo astral masculino, sendo para o homem o que a artemísia é para a mulher.
Seu campo “energo-magnético” é diretamente proporcional à vibração “da matéria”, portanto associado a esse astral masculino e à vibração de prosperidade.
A defumação com folhas de café é excelente para casas comerciais. As benzedeiras antigas costumavam colocar, ou assoprar, pequenos punhados de pó de café e açúcar nos cantos das casas que gostariam que fossem vendidas ou alugadas.
Exerce limpeza astral leve e auxilia na firmeza de propósito, sendo recomendado seu uso antes de estudos profundos e dedicados, por exemplo, antes de “virar” a noite estudando ou preparando um trabalho complexo que exija atenção e dedicação, um bom banho de folhas de café é bem-vindo.
CARACTERÍSTICAS – A planta do café pertence à família das Rubiaceas, gênero Coffea e engloba diversas espécies (cerca de 60). O cafeeiro é um arbusto originário das terras altas etíopes, no entanto, atualmente é cultivado em toda a região tropical do planeta.
Como o nome de sua família indica, uma de suas características mais visíveis são seus frutos, que se tornam geralmente vermelhos quando maduros, assemelhando-se a rubis.
PROPRIEDADES MEDICINAIS – O chá das folhas do cafeeiro tem ação analgésica, antidepressiva, digestiva, estimulante, revigorante e tônica.
PARTE UTILIZADA – Folhas
USO CULINÁRIO – Dos grãos secos, torrados e moídos do fruto do cafeeiro obtém-se a matéria prima para uma das bebidas mais consumidas no mundo todo: o Café. Possui aroma e sabor intenso e peculiar, normalmente é servido quente, mas pode ser servido frio ou gelado e ser usado como ingrediente em receitas doces e salgadas.
De acordo com o pessoal do news.com.au, um grupo de pesquisadores desenvolveu uma nova bebida que combina as propriedades do café e do chá, ou seja, um autêntico “chafé”. Segundo a publicação, se trata de um chá feito com folhas de café que é mais saudável do que as outras duas bebidas.
Conforme explicaram os pesquisadores — dos Reais Jardins Botânicos de Kew, de Londres, e de Montpellier, na França —, a bebida feita com as folhas de café é muito mais saudável do que a feita com os grãos. Os cientistas encontraram nas plantas altos níveis de um composto de ação anti-inflamatória — a mangiferina —, conhecido por reduzir o colesterol e o risco de desenvolvimento do diabetes, além de proteger os neurônios.
Além disso, as folhas também apresentam altos níveis de antioxidantes, que são conhecidos por ajudar a combater o câncer, doenças cardíacas e o diabetes. E as propriedades medicinais não foram as únicas características elogiadas: o sabor do “chafé” foi descrido como bem agradável, sendo menos amargo do que o do chá e menos encorpado do que o do café.


sábado, 5 de outubro de 2019

EWE JOBÓ E LÀTÓRIJÉ

EWE JOBÓ E LÀTÓRIJÉ

NEVES

Nomes Populares: Alfazema-de-caboclo, Alfazema-brava, Macaé, Mercúrio-do-campo, Poejo-do-brejo.

Nomes Científicos: Hyptis pectinata (L.) Poit., Lamiaceae; Nepeta pectinata L.; Clinopodium imbricatum Vell.

Orixá: Oxalá.

Elementos: Ar/feminino.

Considerada uma planta pantropical, esta espécie de hyptis ocorre amplamente nas Américas, desde o México até o Sudeste brasileiro.
Conhecida também pelo nome jejê-nagô làtórijé, essa planta é atribuída a Oxalá. Entra nos rituais de iniciação e em banhos purificatórios de todos os adeptos.
Na África é conhecida entre os iorubas pelos nomes jógbó e olátorije (Verger 1995:682)
Na medicina popular é empregada como estimulante, sudorífera e béquica.
Planta da família das labiadas, também conhecida como erva sagrada, hissopo das farmácias.
O hissopo á uma planta perene, com um caule central herbáceo pode chegar a até 60 cm de altura.
Folhas finas e pontiagudas, sésseis.
As flores tubulares azuis e pequenas, crescendo das axilas superiores da folha.
A fruta contém quatro pequenas castanhas, cada uma contendo uma semente.
O hissopo e bastante similar em aparência a outros membros da família da menta. A planta e seu óleo volátil possuem aroma forte parecido com o odor característico da cânfora.
De entre os remédios mais divulgados em medicina popular, o hissopo era utilizado para tratar a asma e as afecções brônquicas e pulmonares.
É cultivado à escala industrial para uso farmacêutico. Serve ainda para aromatizar licores e aperitivos e, em cosmética, para preparar uma loção refrescante para as pálpebras e tonificante para a pele. Com 17 outras plantas, faz parte da composição do chá-suíco
Nome popular: Alfazema de Caboclo
O hissopo é uma planta que pode atingir de 20 cm a 1 m de altura, com flores que podem ser de cor violeta, rosa ou branca. Bastante apreciada como planta ornamental em jardins, sendo que suas flores atraem abelhas e borboletas, é também uma planta cultivada para fins medicinais e para o uso de suas folhas e flores como tempero. Seu sabor é forte e algo amargo, apresentando um intenso e agradável aroma de menta, o que faz com que suas folhas sejam usadas apenas em pequenas quantidades em saladas ou como tempero para outros pratos. Alguns apicultores também cultivam a planta para alimentar suas abelhas, que assim produzem um mel aromático de sabor distinto.



EWE SÈNÍKAWÁ

EWE SÈNÍKAWÁ

ARROZINHO  

Nomes Populares: Carrapicho, Orelha-de-caxinguelê. Alfafa-do-campo, Urinária.
Nomes Científicos: Zornia diphylla Pers., Leguminosae; Zornia latifólia Smith., Leguminosae; Zornia reticulata, Fabaceae.
Orixás: Ewá e Ossaim.
Elementos: Água/masculino.
Vegetal amplamente disperso pela América do Sul, encontrado também no continente africano.
Planta utilizada nos rituais de iniciação, que, segundo Barros(1993:110),
Seu nome nagô significa “ter que vir”. Provavelmente, uma alusão ao chamar-se o orixá para que ele incorpore seu ìyàwó.
Segundo Verger (1995:737), este vegetal é conhecido dos iorubas, na África, com o nome de èmú, terminologia dada na África a diversos tipos de plantas que possuem frutos pegajosos (carrapichos).
Considerada diurética, laxante, é usada contra diarreias, Externamente, em massagem para reumatismo.


EWE ÌPÈSÁN

EWE ÌPÈSÁN

BILREIRO

Ocorrência: da Costa Rica e Panamá até ao Paraguai e Argentina. Ocorre nas matas de quase todo o Brasil, sendo abundante na Amazónia , até ao Rio de Janeiro.
Outros nomes: marinheiro, camboatã, carrapeta-verdaeira, açafroa, bilreiro, canjerana miúda, cedrão, cedro branco, cedrorana, macuqueiro, jitó, guaré, jata[ubá, pau bala, jataúba branca, pau de sabão, taúva, peloteira..
Nomes Científicos: Guarea guidonia (L.) Sleumer., Mellaceae; Guarea trichilloides L.; Guarea aubletil Juss.; Guarea surinamensis Miq.; Guarea guara Wilson; Trichila guara L.
Orixá: Xangô.
Elementos:  Fogo/masculine.
Planta brasileira que ocorre com frequência do Norte ao Sudeste do Brasil, podendo ser encontrada na região Sul, Guianas, Antilhas e países da América Central.
Essa árvore pertence a Xangô, e suas folhas são utilizadas em banhos de iniciação, proteção e prosperidade. Os galhos são utilizados em sacudimentos.
Os cubanos usam as folhas dessa árvore, juntamente com milho vermelho, benjoim, casca de ovo e pedra imã, para preparar um pó de atração que é soprado dentro de casa com a finalidade de chamar dinheiro. Com um pedaço da casca do tronco, um ovo e vinho seco dentro de um recipiente, fazem também um sortilégio para que um amante ou pessoa ausente retorne ao lar. Utilizam, ainda, esse vegetal para rogar a Xangô, em época de seca, para que chova, ou para que esse orixá fulmine com seus raios um inimigo. É comum, nas casas-de-santo cubanas, ter na entrada principal esta árvore plantada, pois acreditam que ela tem o poder de barrar todas as demandas (Cabrera 1992:554-555).



EWE ETÁBA OU ASÁ

EWE ETÁBA OU ASÁ

Nomes Populares: Tabaco, Fumo.
Nomes Científicos: Nicotiana tabacum L., Solanaceae; Tabacum nicotianum Bercht. et Opiz.; Nicotiana macrophylla Spreng.
Orixá: Oxalá.
Elementos: Ar/feminino
Planta nativa do Brasil, encontrada nas Américas do Sul e Central. Cultivada em Cuba e na Bahia com fins comerciais. Levada para a África na época das colônias, o fumo produzido de suas folhas era utilizado em escambos ou trocado por escravos.
Nos candomblés, a folha de fumo entra nos rituais de iniciação e no àgbo dos filhos-de-santo devotos de Oxoguian (tipo de Oxalá novo e guerreiro). O fumo-de-rolo é utilizado em diversas oferendas para Odu, Ossaim, Exu, caboclos, pretos-velhos e voduns. Os charutos são muito apreciados por Exus e Pombas-giras nos centros de umbanda.
Na África, os iorubás conhecem este vegetal pelos nomes tábà ou tábà èsù (Verger 1995:700).
Embora muito combatido nos dias atuais, segundo Cruz (1982:362), "o fumo é, inquestionavelmente, planta energética no tratamento de várias afecções, pelo que chegou a ter o nome de erva santa. Hoje é empregado com cautela, nos casos de tétanos, e como parasiticida; com ou sem razão, tem sido aconselhado para fumar-se em certos casos de afecções cardíacas; nas odontolgias é eficaz. Sua maior importância é pelo lado industrial, para fabricação de charutos, cigarros e rapé, e para mascar".
Na lavoura, o fumo de rolo em infusão é utilizado como defensivo natural no combate a algumas pragas.
Existem mais de 60 espécies do tabaco, no entanto, apenas a nicotiana tabacum sintetiza a nicotina, um alcaloide que estimula a síntese de dopamina no cérebro, provocando uma sensação de bem estar.
Propriedades e benefícios
Os princípios ativos do tabaco incluem a nicotina, cotinina, miosmina, nicotirina, anabasina e nicotelina. Além disso, nesta planta também são encontradas várias outras substâncias, dentre as quais estão algumas muito tóxicas, como a terebentina, o formol, amônia e naftalina.
O tabaco é uma planta bastante controversa e polêmica: no passado, acreditava-se que o tabaco era um ótimo remédio para muitas doenças, dentre as quais estão as dores de cabeça, males do estômago, úlceras, enxaqueca, gengivite e dor de dente. No entanto, a partir do século XVII, esta planta começou a receber críticas e, em meados do século XX, algumas pesquisas científicas comprovaram que o tabaco provoca câncer.
No contato dos colonizadores portugueses com os indígenas brasileiros, os primeiros aprenderam a usar a planta como cicatrizante de feridas e como fumo para espantar o tédio. Em Portugal, a planta passou a ser chamada de “erva santa” ou “erva das índias”, devido às suas propriedades medicinais, como anti-inflamatória, antiparasitária, hipertensora, narcótica, sedativa, vermífuga e inseticida.
Embora tenha sido usada para tratar doenças no passado, a eficácia de seu uso medicinal ainda não comprovada. Nos últimos anos, pesquisadores israelenses modificaram geneticamente o tabaco e, a partir dele, criaram a artemisinina, uma droga que age rapidamente contra a malária.
Modos de usar o tabaco
As formas de uso mais comum do tabaco são fumá-lo ou inalá-lo através de cigarro, charuto, cachimbo e rapé. A infusão de suas folhas pode ser usada externamente para tratar sarna, piolhos, carrapatos, dores de dente e picada de insetos.
Contraindicações e efeitos colaterais
O tabaco é contraindicado para crianças, gestantes e nutrizes. O consumo da planta na forma de cigarro pode causar várias doenças, como câncer, enfisema pulmonar, infecção das vias respiratórias e pneumonia.
Quando utilizado em altas doses, pode reduzir a pressão arterial, causar tremores nas mãos, cefaleia, tontura, fraqueza nas pernas, perda de apetite, salivação, espamas, dores do peito, problemas na digestão, náusea, diarreia, vômitos e falência cardiorrespitatória.



EWE ERÉ TUNTÚN

EWE ERÉ TUNTÚN
HORTELÃ-DE-ÁGUA

Família: Labiatae/Lamiaceae
Outros nomes vulgares: citrata, hortelã-da-ribeira, hortelã-dos-ribeiros, hortelã-pimenta-bastarda, hortelã-vulgar, menta-de-água, mantastro, sandalos.
Características Gerais: Planta herbácea, perene que pode chegar a atingir os 80 cm de altura e que é facilmente reconhecida pela inflorescência terminal densa e globular com quase 2 cm de comprimento, constituída por flores lilases, brancas ou rosadas. É estolhosa, aromática, subglabra a tomentosa. As folhas são ovais ou lanceoladas, geralmente truncadas na base, pecioladas e serradas. O cálice tem dentes estreitos e os estames são mais altos que a corola. Os frutos são mericarpos castanhos.
Floração: De Julho a Outubro.
Habitat: Lugares húmidos, margem dos rios, vales, cursos de águas estagnadas.
Distribuição: Noroeste ocidental, Centro-Oeste arenoso, Centro-Norte, Centro-Sul e Sudoeste de Portugal.
Curiosidades: A Mentha aquatica L. é muito variável quanto ao porte, forma das folhas e indumento, sendo por isso reconhecidos várias subespécies, das quais algumas retêm os seus caracteres em cultura. É ligeiramente aromática.Orixás: Oxum e Iemanjá.
Elementos: Água/feminino.
Planta aromática do gênero mentha, encontrada espontaneamente ou cultivada nos lugares úmidos em áreas tropicais.
De cheiro agradável, a levante miúda é usada nos rituais jêje-nagôs sempre em combinação com outras ervas, tanto em banhos purificatórios , quanto em “defumadores para atrair coisas boas”. Por ser uma folha utilizada para diversos orixás, “muitos pais-de-santo acham que ela pertence a Oxalá”; todavia, é com mais frequência atribuída a Oxum, o que a torna “uma planta de uso não aconselhado para as pessoas de Obá”, pois na África, estas Iabás são representadas por dois rios que, quando se encontram,as águas ficam tempestuosas, fenômeno ligado ao mito em que Oxum e Obá guerrearam pelo amor de Xangô. O eré tuntún é indicado, ainda,
Para compor o amassi empregado na preparação dos búzios usados para fazer previsões.



EWE BÒTUJÈ FUNFUN

EWE BÒTUJÈ FUNFUN


Nomes Populares: Pinhão, Pinhão-de-purga, Pinhão-de-=barbados
Nomes Científicos: Jatropha curcas L., Euphorbiaceae; Curcas indica A. Rich.; Curcas purgans Manhem
Orixás: Ogum, Oxossi e Oiá.
Elementos: Fogo/feminino.
Nativa da América tropical, o pinhão-branco é encontrado com mais frequência nos Estados do Norte e Nordeste.
Conhecida também pelo nome nagô olójobè, essa planta tem as mesmas finalidades litúrgicas e terapêuticas do pinhão-roxo.
Provavelmente levado por escravos libertos do Brasil para a África, este vegetal é utilizado em rituais e conhecido naquele continente pelos nomes iorubas olóbòntujè, Iyálóde, làpálàpá lá, ewé ibò, lóbòtujè, bòtujè ubo (Verger 1995:685).
Arbusto ou árvore (Jatropha curcas), da família das euforbiáceas que ocorre em regiões tropicais, com belas folhas ornamentais, inflorescências rubras, cápsulas coriáceas e sementes cujo óleo contém uma proteína tóxica de forte efeito purgativo; bufareira, figo-do-inferno, mandobiguaçu, mandubiguaçu, pião, pião-de-purga, pinhão-do-brasil, pinhão-do-paraguai, pinhão-dos-barbados, pinhão-manso, pinhão-paraguai, pinhão-paraguaio, pinheiro-de-purga, purgueira.


EWE ÈKELÈYÍ

EWE ÈKELÈYÍ

Nomes Populares: Maravilha, Jalapa, Batata-de-purga, Batata-de-jalapa, Pó-de-arroz.
Nomes Científicos: Mirabilis jalapa L., Nyctagninaceae; Mirabilis odorata L.; Admirabilis peruana Nieuwl.; Mirabilis dichotoma L.; Jalapa dichotoma (L.) Crantz.;Nyctago mirabilis  D.C.
Orixás: Orumilá, Ewá e Oiá.
Elementos: Ar/feminino.
Originária do México, a maravilha ocorre, nos dias atuais, em diversas áreas de clima tropicais nos vários continentes. No Brasil, principalmente do Nordeste ao Sul, é encontrada espontaneamente ou cultivada em jardins como planta ornamental e medicinal.
Nos candomblés jejê-nagôs brasileiros, a maravilha é atribuída a Oiá,e, em Cuba, é considerada uma planta própria de Obatalá, Yewá e também Oiá (Cabrera1992:486).
Esta planta, na África, é utilizada ritualisticamente como defesa contra feitiços e, segundo Verger (1995:697) conhecida pelos nomes iorubas tannáposó, òdòdó elédè, tannápakú, tannátanná, tannápowó e tanná pa osó.
Popularmente, emprega-se o pó das sementes juntamente com o sumo de limão para combater as sardas. O sumo das flores debela as dores de ouvido provenientes de mudança de temperatura. As raízes conhecidas popularmente como batata-de-jalapa são recomendadas nos casos de cólicas abdominais, diarreias, disenterias, hipropisias, leucorréias e sífilis.
De acordo com Spellenberg (2001) é uma espécie ornamental popular nativa do México, e tornou-se naturalizada em diversas regiões temperadas e tropicais do mundo. No Brasil também é cultivada como ornamental e facilmente escapa das áreas cultivadas, tornando-se ruderais e espontâneas. Na Flora Brasiliensis tratada por Schmidt (1872) inclui a informação de Eichler que apontou que raízes de Mirabilis jalapa já eram utilizadas na medicina popular como emético e também em tratamentos de hidropsias, diabetes e em leucorréias.
A maravilha é um belo arbusto perene, muito florífero e de raízes tuberosas. Apresenta caule ramificado, ereto e de textura herbácea, com cerca de 70 cm de altura. Suas folhas são lanceoladas, opostas, verdes e com nervuras mais claras. As flores são em forma de trombeta, hermafroditas, solitárias ou em pequenos grupos e apresentam as mais variadas cores, como o amarelo, o rosa e o vermelho, inclusive manchadas e listradas. Elas desabrocham em dias nublados ou à noite e permanecem abertas pela manhã, atraindo insetos, seus polinizadores. A floração ocorre na primavera e verão.
A maravilha é uma planta muito rústica e fácil de cultivar. Presta-se para a formação de maciços, bordaduras e conjuntos, assim como pode ser plantada em vasos, jardineiras e cestas. Apresenta folhagem de aspecto denso e bonito, mesmo que esteja sem flores. As flores acrescentam um colorido vibrante ao jardim e exalam um perfume suave. É habitual plantá-la próximo às portas e janelas. Como é resistente à salinidade, também podemos aproveitar esta florífera em jardins litorâneos.


quarta-feira, 25 de setembro de 2019

EWE OFÁETU

ofáetu =taquarinha 


Cavalinha é uma planta medicinal de uso muito antigo - botanicamente esta planta é conhecida como Equisetum arvense e, em cada região tem um nome interessante: rabo-de-cavalo, cola-de-cavalo, milho-de-cobra, cauda-de-raposa, cana-de-jacaré, erva-canudo ou lixa-vegetal são alguns desses nomes populares.
A cavalinha é planta de brejo, que sempre dá e cresce em região onde a água fica acumulada, nos pântanos, na beira de lagos ou valas. Uns caniços verdes, durinhos, com gomos, que podem crescer até metro e meio de altura em algumas regiões, que bota folhas descabeladas a cada tanto. Lembra o bambu mas não é, também lembra as caninhas de pescar, que são taquarinhas de brejo aqui e ali.
Mas, a cavalinha tem benefícios, e muitos e, por isso, é erva consagrada nas medicinas populares e na fitoterapia.
No região sul e sudeste abunda nos campos uma outra cavalinha, a Equisetum giganteum, que também é usada medicinalmente mas, cujo excesso pode causar danos cardíacos. É importante não se confundir as espécies - o gênero Equisetum tem várias espécies semelhantes, umas mais tóxicas do que outras. A toxicidade da cavalinha é maior para os animais não ruminantes.
equisetum arvense
EWE OFÁETU

Usos da Cavalinha: na Saúde, como Chá, Infusão ou Tintura:
Outros Usos da Cavalinha: no Jardim e na Culinária
Contraindicações e Efeitos Colaterais da Cavalinha
Curiosidades sobre a Cavalinha
Como Usar a Cavalinha


● Cavalinha é erva rica em sais minerais e, por essa condição, ajuda na recuperação de fraturas e problemas ósseos assim como nos cortes na musculatura e cartilagem.
● Cavalinha também é ótima como diurético, reduz a pressão arterial e o inchaço proveniente da retenção hídrica sem, porém, prejudicar a função renal pela perda exagerada de sais mineirais, que é o que acontece quando usamos diuréticos.
● O uso da cavalinha também melhora o tempo de coagulação do sangue, o seu alto teor de sílica fortalece os tecidos conjuntivos e é bem indicada nos casos de artrite reumatoide, tuberculose e problemas brônquicos.
● Na medicina alternativa a cavalinha também é recomendada como cataplasma para o tratamento de feridas pois ajuda no estancamento do sangue, na recuperação dos tecidos e estimula as defesas do organismo.
● De cavalinha se faz ducha vaginal para tratamento de leucorréia, colírio contra conjuntivite, loção para tratar chulé, tônico para os cabelos e água de gargarejo para limpeza bucal em tratamentos de gengivite.
● Nas hortas, a infusão de cavalinha pode ser borrifada nas plantas de jardim e varanda para prevenir os fungos.
● Na cozinha, as plantas jovens de cavalinha podem ser consumidas como aspargos - para isso é preciso descascá-las e retirar a polpa interna que será fervida e temperada. As raízes podem ser comidas cruas, no começo da primavera, ou cozidas, durante todo o ano.

Em quantidades excessivas, a cavalinha pode ser ligeiramente tóxica pois contém um alcalóide, a equisetina.
Caso seja ingerida durante um longo período de tempo, a cavalinha pode causar deficiência na vitamina B1 pois contêm uma enzima, a tiaminase, que destrói essa vitamina.
Esta planta é rica em selênio e, portanto, para consumo interno só deve ser colhida durante a primavera quando os níveis desse mineral no solo não são muito altos - é que o excesso de selênio é bastante prejudicial à saúde podendo causar problemas neurológicos.
Apesar da cavalinha ser muito usada como diurético e até no fortalecimento das funções renais, seu uso por tempo prolongado pode provocar irritabilidade deste órgão por excessiva excreção.

Esta é uma planta muito antiga, que se reproduz por esporos (como as samambaias e fungos) e que não depende de nenhum método de polinização. É uma planta perene, rica em cristais de silício e que atingia os 12 metros de altura em tempos geológicos muito antigos, quando era uma planta dominante em áreas alagadas.
Cavalinha é uma das ervas medicinais que constam da Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao SUS (RENISUS) e permitida sua indicação e uso medicinal de acordo com as tradições da medicina popular.
Nas medicinas populares a recomendação é de que se ferva, por até 10 minutos, um punhado de cavalinha seca para cada litro de água.
No comércio você encontra a cavalinha (Equisetum arvense) seca e cortada, em pacotes.
Caso vá usar a cavalinha fresca, duplique a quantidade de folha picada.
O chá resultante poderá ser tomado, quente ou frio, até 3 vezes ao dia conforme a necessidade, usado como banho para o corpo e vagina, lavagem dos olhos ou compressas.
O site Plantas que Curam indica também o uso do extrato em pó, em cápsulas ou para misturar a um líquido.

7ERVAS SAGRADAS

EWE KISIKISI

ORQUIDEAS