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domingo, 22 de setembro de 2019

ÉGÉ FUNFUN

Nome em Yoruba: ÉGÉ FUNFUN#

Nome Pupular: Aimpim.

Ossaim: ànàmó àyangbe: aipim assado com lascas de fumo de rolo.

O aipim (também conhecido como mandioca, ou macaxeira, dependendo da região do país) é uma planta nativa da América do Sul, que já era cultivada pelos índios antes da chegada dos portugueses ao Brasil, sendo a base da sua alimentação. Por ser um alimento muito rico e energético, o aipim é considerado um alimento fundamental no combate à fome e à desnutrição.
Se você mora no sul do país, provavelmente conheça o aipim como mandioca, se mora no norte ou nordeste, talvez a conheça como macaxeira, mas não existem diferenças entre elas, é apenas a nomenclatura como são conhecidas, trata-se da mesma planta. O aipim é uma das mais ricas fontes de hidratos de carbono, é uma excelente fonte de Carboidratos, Vitamina B9 (ácido fólico), Vitamina C, Magnésio, Manganês, Potássio e Cobre.
Por ser uma planta muito rica nos mais variados nutrientes, atribui-se ao aipim ser um excelente auxiliar no combate à algumas doenças, tais como: aumento da função imunológica; proteção contra doenças cardíacas; retardamento do envelhecimento precoce; reparação e proteção do DNA; alívio das doenças cardiovasculares; alívio da hipertensão; proteção contra o Alzheimer; proteção contra a Osteoporose; redução dos riscos de Diabetes Tipo II; redução da freqüência para quem sofre de enxaquecas; alívio da Tensão Pré-Menstrual (TPM); proteção antioxidante; prevenção de crises de epilepsia; prevenção de Alopecia (calvície).
Se você prepara sua própria comida e nunca preparou aipim, existe apenas um cuidado muito importante a ser tomado antes de consumi-lo. O aipim nunca, absolutamente nunca, deve ser consumido cru, pois seu consumo desta forma pode provocar envenenamento por cianeto. Presente em maior quantidade na casca do aipim, o cianeto pode se incorporar a ele no momento do corte da casca. Entretanto, o seu consumo cozido é totalmente seguro.
A forma ideal de descascar o aipim é mergulhando-o em água. O aipim pode ser servido simplesmente cozido na água, frito ou em uma grande variedade de pratos e saladas. Pode, por exemplo, ser utilizado como substituto em quase todos os pratos onde costumeiramente se utilizaria a batata.
Além do combate às doenças que listamos acima, também, justamente por ser muito rico em vários nutrientes, existem muitos outros motivos pelos quais é recomendada a inclusão do aipim na nossa alimentação, vamos listar abaixo alguns deles.
1. Combate à desnutrição: Essa planta é tão rica em nutrientes, que em alguns países mais pobres e com alimentação escassa, até as suas folhas são aproveitadas.
2. Previne o estresse: Por ser muito rico em carboidratos, o aipim aumenta os níveis de serotonina do nosso organismo. A serotonina é um neurotransmissor que age nas regiões do cérebro responsáveis pela sensação de bem-estar.
3. Fonte energética: Por conter ferro, carboidratos e vitaminas do complexo B é uma fonte de energia ideal pra quem pratica atividades físicas. Tem quase duas vezes mais calorias que a batata, por exemplo. É mais proteica que o inhame, a batata e a banana.
4. Previne o câncer: Segundo pesquisadores, algumas variedades de aipim, conhecidas como “preta” e “rosada” podem ter a capacidade de prevenir o câncer de próstata.
5. Não contém glúten: Por não conter glúten, o amido, a farinha de mandioca e os derivados desses produtos são um conjunto muito importante de alimentos que podem ser utilizados para substituir os alimentos proibidos para quem tem intolerância a ele.
6. Ossos mais fortes: O cálcio é outro componente importante do aipim, portanto ele ajuda na prevenção e no combate à osteoporose.
9. Ajuda a emagrecer: Por não possuir muitas gorduras nem proteínas em sua raiz, o aipim é um alimento muito usado em dietas e serve como alternativa a outros alimentos mais gordurosos. Além disso, as fibras contidas no aipim provocam a sensação de saciedade mais rápida. Sua composição traz açúcares simples que, ao serem ingeridos auxiliam na regulação dos níveis de glicose do organismo, evitando que sintamos mais fome do que o necessário para nos alimentarmos adequadamente.
10. Auxilia no trânsito intestinal: Por ser fonte de fibras vegetais, o aipim é ideal pra quem sofre de prisão de ventre e para quem tem o intestino desregulado.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

ERVAS OSSAYIN

Amendoim: Ossaim aprecia muito e adora saboreá-lo torrado, sem casca. O amendoim
fornece um bom óleo para luz e também para a cozinha. Suas sementes são estimulante e
fortalecem as vistas e a pele, além de ser em excelente afrodisíaco. Nos rituais, é empregado cozido e utilizado em sacudimentos, com excelentes resultados. 

Celidônia maior: É indicada pela medicina caseira como excelente medicamento nas doenças dos olhos, usando a água do cozimento da planta para banhá-los. Seu chá também é de grande eficácia para banhar o rosto e dar fim às manchas e panos.

Coco de Dendê: É conhecido entre os Yorubás como Adin. Sua semente, desprovida da
polpa, fornece um óleo branco, sólido, e serve para substituir a manteiga. É a chamada manteiga de karité. Este coco é muito prestigiado pela medicina caseira, pois debela cefaléias, anginas, fraqueza dos órgãos visuais e cólicas abdominais.

Erva de Passarinho: É muito aplicada principalmente no abô do orixá, nas obrigações
renovadas anualmente e nos abô de babalossaim. Nas renovações, esta planta é a duodécima folha que completa o ato litúrgico renovatório. Na medicina popular, esta planta é empregada com sucesso absoluto, contra as moléstias uterinas, corrimentos e também para dar fim às úlceras. As folhas e flores são usadas em caso de diabetes, hemoptises e hemorragias diversas.

Erva de Santa Luzia: Muito usada nas obrigações de cabeças, ebori, lavagem de contas, feitura de santo e tiragem de zumbi. De igual maneira, também se emprega nos abô, banhos de descarrego ou limpeza dos filhos dos orixás. A medicina popular a consagrou como um grande remédio, por ser de grande eficácia contra o vício da bebida. O cozimento de suas folhas é empregado contra doenças dos olhos e para desenvolver a vidência.

Gitó – carrapeta: Sua utilização se restringe ao uso litúrgico e ritualístico. É largamente
empregada nos banhos de limpeza e purificação do orixá. Usada também em banhos de
cabeça para desenvolver a vidência, audição e intuição. A medicina popular aplica-a na
cura de moléstia dos olhos, porém em lavagens externas.

Guabira: Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô de uso geral e nos banhos de purificação e limpeza dos filhos dos orixás. A medicina caseira a indica no sentido de pôr fim aos males dos olhos conjuntivites. Em banhos, favorecem aos que sofrem de
reumatismo e devem ser feitos em banheiras ou bacias, sendo mais ou menos demorados.

Lágrima de Nossa Senhora: É usada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de
descarrego ou limpeza. O povo a indica como excelente diurético, em chá. Os banhos
debelam o reumatismo e reduzem as inchações. As folhas e as sementes são indicadas para banhar os indicadas para banhar os olhos, propiciando bem-estar. A aplicação deve ser feita pela manhã, após ter deixado o banho ficar na noite anterior sob o sereno. Retire antes do sol nascer e aplique sobre os olhos.

Narciso dos Jardins: Entra nos trabalhos em razão de ser suporte para o fetiche de Ossayim, para o assentamento. Para ser utilizada, plante-a em um pote, no canto do vegetal, coloque o fetiche e por dentro do pote prenda o pé do fetiche com um pouco de tabatinga deixa-se secar em lugar longe de correntes de vento para que possam ter perfeita fixação. Quando estiver seco, o trabalho, procede-se com o sacrifício da ave correspondente ao orixá da folha (o galo), deixando o ejé banhar todo o fetiche. Acrescente fumo de rolo, banhe todo o fetiche com vinho moscatel e mel de abelhas, separadamente. Ao terminar, coloque o pote, com um abrigo circular por cima, e leve-o para cima do telhado do terreiro, lado esquerdo de casa e direito de quem a olha de frente. Não possui uso na medicina popular, pois é tida como planta venenosa


7ERVAS SAGRADAS

EWE KISIKISI

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